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ILHAS DE PARATY
O extenso litoral da Baia de Paraty que conta com 65 ilhas e mais de
uma centena de praias, começa em Mambucaba (divisa com Angra dos
Reis, estado do Rio de Janeiro) e termina na Vila de Trindade (divisa com
Ubatuba no estado de São Paulo).
Ilha do Algodão: entre a Ponta do Arpoador e a Ponta da
Cajaiba. É a maior ilha da Baia de Paraty, com altitude de 230 m.
Mata Atlântica, com várias espécies nativas: araribas,
louros, cedros, canelas, ipês, coqueiros e palmeiras, e povoada por
pequenos animais: tatus, cotias, pacas, lagartos, preguiças e porco-do-mato.
Excelente ponto para mergulho e pescaria. Nela vive comunidade pesqueira
com igreja e escola rural, servida por 2 piers de atracação.
Uma nascente supre as necessidades da ilha e abastece as embarcações
que circulam pela região.
Ilha Deserta: em frente à Ponta da Cajaiba, no início
da Enseada do Pouso. O lajeado que caracteriza o atrativo constitui habitat
natural de peixes de toca, transformando o local em excelente pesqueiro.
Sua intensa vida submarina povoada por cardumes coloridos e a boa visibilidade
das águas adjacentes, limpas, transparentes e de pouca profundidade,
fizeram da ilha um concorrido ponto de mergulho, considerado um dos melhores
da região. Existem restos de um naufrágio, distante apenas
cerca de 100 m para fora da ilha, situado a 30 m de profundidade, perfeitamente
acessível a mergulhadores experientes. Possui intensa cobertura
vegetal.
Ilha do Cedro: entre a Laje Preta e a
Ilha do Caroço,
na altura da Praia do Taquari. Sua cobertura e formada de arvores de pequeno
e médio porte, onde podem ser vistos representantes da Mata Atlântica.
Nela existe acolhedora praia com extensão de 50 metros, de areias
amarelas e finas, banhadas por águas calmas, indicadas para banhistas
e sombreada por arvores copadas. Sua orla muito pedregosa e muito frequentada
por praticantes da caça e pesca submarina, bem como mergulhadores
de observação e pescadores.
Ilha da Cotia: entre o Saco de Santa Cruz e o Saco da Preguiça.
Foi usada, no passado, para comercio ilegal de ouro e trafico de escravos.
Os escravos fujões e revoltados eram acorrentados em gruta próxima,
afogando-se com a subida da maré. Na ilha existe uma fazenda marinha
de mexilhões, franqueada a visitação. E coberta por
espécies nobres da Mata Atlântica: jacarandá, aroeira,
guapuruvu, peroba, cedro e canela e povoada por capivaras, gambás,
cotias, tatus e lagartos e vários tipos de aves: sabias, tiés,
trinca-ferros, maritacas e martim-pescadores.
Ilha do Catimbau: pequena formação rochosa entre
a Ponta Grossa de Paraty e a Ponta do Arpoador, em frente à Ilha
Comprida. Formada por grandes blocos de pedra, situada pouco acima da linha
d'água, a 7 milhas náuticas do continente. Sua importância
reside em seu estratégico posicionamento na rota da maioria dos
saveiros que saem de Paraty. Possui pouca cobertura vegetal, que se resume
a algumas pequenas arvores e uns poucos coqueiros. Constitui excelente
pesqueiro artesanal, dotada de pequeno píer de atracação.
Ótima para mergulhos, com visibilidade de ate 1 Km.
Ilha Duas Irmãs: há um restaurante que assegura
o acesso dos turistas. A poucos minutos do cais, as duas formações
rochosas abrigam inúmeras espécies marinhas. Na maré
baixa, aparece uma prainha de areia branca.
Ilha dos Cachorros: corresponde a um sonho de paraíso
tropical. Coberta com uma vegetação exuberante, tem uma piscina
natural de água salgada protegida por costões e uma pequena
casa que pode ser alugada.
Ilha dos Cocos: ponto muito procurado. Ligada à Ilha do
Algodão por um imenso lajeado submerso, propicia belos mergulhos.
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